Pontas soltas

Essa arte intensa, densa, tensa. Escrevo para viver. Escrevo por amor a mim. Amo. Essas estrelas cintilantes que despontam aqui: meu coração é fundo. Guarda universo estrelado. E planetas secretos. Há vida além da terra. Além da terra é aqui dentro. Sou água, meu bem, sou água.

Ontem ela era a única paz de que eu precisava. Chamei-a melhor amiga. Na falta de nome mais certeiro. Mas ela era também minha mãe: e a minha mãe existe no fundo de mim. Em um desses planetas coloridos e secretos. A minha mãe é essa pontinha fina de amor. E medo.

Eu não saberia dizer nem quando, nem como. Há muito tempo escrevia planejado pra fazer bonito. Embora a escrita desde aquela época que escorresse das vísceras. Hoje escrevo feia mesmo. Nua. Como quem busca um colo sujo de terra e raiz: saudade do ventre. É sempre assim. E eu não tenho mais medo de ser assim: semente. E pássaro-bebê sentindo frio.

Ele está aqui. E eu o quero muito bem. Como quem anseia por água numa tarde de quarenta graus. Ele é minha fonte. Minha mãe, meu mar.

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